domingo, 4 de fevereiro de 2018

Ações - Analise Semanal - 05 a 09/02/2018

Caro Leitor!

O índice B3 no curto prazo está em tendência de alta, entre as médias de 8 e 20 períodos, entretanto na última sexta-feira o gráfico da bolsa deixou um candle vermelho, fechando abaixo da mínima do dia anterior. O cenário atual demonstra que teremos uma possível correção na bolsa, com acumulação do mercado na próxima semana, sendo a região de suporte em 81672,78 e resistência na região de 87601.04 conforme o indicador de tendência.

O nosso indicador de probabilidades, calcula que na próxima semana o índice tem 60% de chance de terminar a semana em alta. Já na segunda-feira, as chances de terminar o dia em alta, são de 40%.

Nesse contexto, acreditamos que a bolsa tem a possibilidade de correção durante a semana, podendo lateralizar e terminar a semana próximo das médias dos últimos cincos pregões. Seremos moderados na recomendação semanal, escolhendo parte dos ativos que não são sensíveis ao índice, com objetivo de maior retorno no curto prazo.


De acordo com as análises dos preços históricos, o sistema identificou 14 ações com probabilidade de alta na próxima semana. Com o objetivo de bater o índice B3, recomendamos as 7 melhores ações com potencial de valorização.

ATIVO EM DESTAQUE

Destaque para (BRML3). A BRMALLS é a maior empresa de shoppings da América Latina, com participação em 39 shopping centers. Possuí atualmente 1.445,5 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) Total e 876,9 mil m² de ABL próprio, com percentual médio de participação em seus shoppings centers de 60,7%. Os 15 maiores shopping centers contribuem com mais de 70% do NOI da BRMALLS. 

Os shoppings estão espalhados por todas as regiões do país e em 2016 apresentaram um total de R$21,8 bilhões em vendas. Além disso, o portfólio é estrategicamente diversificado por segmento de renda, atendendo consumidores de todas as classes sociais, e com maior exposição à classe média, segmento que mais cresce no país.

Além de deter participações, a empresa é especializa na administração e comercialização de espaços em seus shopping centers. Tem experiência na gestão de empreendimentos comerciais, e uma rede de relacionamentos com as principais redes varejistas do país, facilitando a comercialização de seus espaços. Atualmente, oferece serviços de administração ou comercialização para 37 shopping centers. 

Para alcançar o objetivo de se tornar a maior e melhor empresa de shopping centers do mundo a empresa busca sempre as melhores oportunidades de crescimento, seja via aquisições de novos shopping centers, via desenvolvimento de novos projetos ou via expansões de seus shopping centers.

Atualmente, a BRMALLS está desenvolvendo dois novos shopping centers e cinco novas expansões. Juntos eles elevarão o ABL total da companhia para 1.580,6 mil m² e o ABL próprio para 977,0 mil m².


ANALISE FUNDAMENTALISTA

Destaques e Eventos Subsequentes: As Vendas totais cresceram 5,5% excluindo efeito de vendas de participação. Apresentou nova redução de pagamentos em atraso, alcançando 9,5% com inadimplência líquida de 1,7%. A taxa de ocupação aumentou em 0,5p.p em relação ao 2T17 alcançando 95,2%. Do ponto de vista financeiro, alcançou um AFFO de R$114,4 milhões com margem de 35,5%, a melhor margem AFFO desde o 4T14.

O indicador de vendas mesmas lojas (SSS) cresceu 4,6%, um incremento de 5,2 p.p. ante o 3T16. O indicador de vendas/m² cresceu 6,8% em relação ao 3T16, uma diferença de 2,2p.p em relação ao SSS, explicado principalmente pelo efeito de qualificação de mix de lojistas.

Em relação a inadimplência líquida, conseguiu manter o indicador em patamar similar ao apresentado no 2T17, encerrando o trimestre em 1,7%.

O aluguel mesmas lojas (SSR) alcançou 4,3%, uma evolução de 1,7 p.p em relação a métrica apresentada no 3T16.

No 3T17 assinou um total de 423 contratos em shoppings existentes. Este foi o maior número de assinaturas de contratos em um 3º trimestre desde o 3T12. A taxa de ocupação melhorou em 0,5p.p em relação ao 2T17, encerrando o trimestre em 95,2%.

Apresentou custo de ocupação dos lojistas de 11,2%, uma redução de 0,5p.p quando comparamos com o ano anterior, influenciado pelo melhor desempenho de vendas dos lojistas.

Registrou uma redução de 15,0% no EBITDA ajustado no 3T17 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$207,0 milhões. A margem EBITDA ajustada do trimestre foi de 64,2%. A margem EBITDA ajustada segue impactada, principalmente, pelo nível de Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD) que neste trimestre somou R$55,4 milhões.

Encerrou o trimestre com uma dívida líquida de R$2.264,4 milhões, queda de 7,2% em relação ao encerramento do 2T17. A relação dívida líquida/EBITDA ajustado (12M) encerrou o trimestre em 2,4x, o menor patamar da história da companhia.

A despesa financeira líquida caixa foi de R$70,5 milhões no trimestre, uma redução de 43,6% em relação ao 3T16 e 36,2% abaixo do patamar apresentado no 2T17.

Registrou FFO ajustado de R$114,4 milhões, 43,2% acima dos R$79,9 milhões registrados no 3T16 e com uma margem de 35,5%, impactada positivamente pela redução da taxa de juros e pelo menor patamar de alavancagem da companhia.

Após o final do trimestre, foram captados R$ 400,0 milhões por meio de uma debênture que foi lastro para um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), a uma taxa de 97,5% do CDI com prazo de 6 anos e amortização em 3 parcelas iguais, a partir do 4º ano.

Como evento subsequente, em novembro, a agência de ratings Moody's elevou o rating corporativo da companhia em escala nacional de Aa2.br para Aa1.br .

Receita Líquida

No 3T17, a receita líquida apresentou retração de 1,8%, totalizando R$322,4 milhões. Esta variação da receita líquida no trimestre pode ser explicada principalmente pelos fatores abaixo:

Aluguel Mínimo

Com uma retração de 1,6% na receita de aluguel mínimo, esta linha totalizou R$196,5 milhões no trimestre. A linha de aluguel mínimo foi afetada principalmente por aumento na vacância em relação ao 3T16, reajustes mais baixos devido à queda dos índices de inflação e leasing spreads negativos em novas locações fruto da conjuntura econômica. Em relação ao 2T17, esta linha de receita apresentou um aumento de 1,5%, o que demonstra o início da recuperação do varejo.

Estacionamento

A receita de estacionamento apresentou redução de 1,3% em relação ao 3T16, totalizando R$66,2 milhões. A redução nesta linha pode ser explicada pelo baixo crescimento de fluxo de veículos e diminuição do ticket médio devido a ações promocionais nos nossos shoppings.
Mall & Mídia

Registramos uma receita de R$ 34,6 milhões no 3T17, R$1,8 milhão abaixo da receita apresentada no mesmo período do ano anterior, e em linha com o 2T17.

Aluguel Percentual

Totalizando R$ 14,7 milhões no 3T17, a receita de aluguel percentual apresentou um crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, em razão do crescimento de vendas no trimestre.

Prestação de Serviços

Apresentamos uma receita de prestação de serviço de R$23,2 milhões neste trimestre, um aumento de 2,5%, explicado pelo aumento da comercialização de contratos.

Taxa de Cessão

A taxa de cessão foi de R$ 6,6 milhões no 3T17, uma redução de R$ 2,9 milhões.

Taxa de Transferência

Observamos uma redução de R$ 577 mil na receita da taxa de transferência quando comparado ao terceiro trimestre do ano anterior, que resultou em total de R$1,4 milhão.

Outras Receitas

No 3T17, a linha de outras receitas totalizou R$3,6 milhões.

Custos

Os custos de aluguéis e serviços alcançaram um valor de R$37,8 milhões no 3T17, 10,7% maiores do que no 3T16. As principais variações no custo foram decorrentes dos seguintes fatores:

Custos com Pessoal

Verificamos uma redução de 13,8% no custo com pessoal, que totalizou R$ 6,3 milhões, em razão da maior eficiência na estrutura e processos da equipe de auditoria.

Custos Condominiais

Registramos um custo condominial, referente a aportes realizado pelo empreendedor, no montante de R$14,2 milhões. Este patamar, maior que nossa média histórica, reflete o patamar atual de vacância.

Desempenho de Vendas

Alcançamos um total de vendas no portfólio de R$5,2 bilhões no 3T17, excluindo os efeitos de vendas de participação, um crescimento de 5,5% comparado ao mesmo período do ano anterior. Em relação as vendas mesmas lojas (SSS), neste período, elas apresentaram crescimento de 4,6%, um aumento de 5,2 p.p. ante o 3T16.
A partir do 2T17, nós passamos a divulgar as vendas totais dos nossos top 15 ativos mais representativos em termos de NOI. Juntos, eles representaram 40,8% das vendas no trimestre e apresentaram um crescimento de 5,3%.

Evolução SSS vs. Vendas/m²:

Em linha com nossos esforços de qualificação de mix dos nossos lojistas, continuamos a apresentar resultados saudáveis de vendas mesmas lojas (SSS) e vendas/m2.



Mercado de Capitais e Desempenho da Ação

A BRMALLS tem sua ação ordinária negociada no Novo Mercado da B3 sob o código BRML3. A empresa também possui um programa de ADR nível I sob o código BRMLL. Em relação a nossa ação (BRML3), esta encerrou o terceiro trimestre de 2017 sendo transacionada a R$14,07, uma valorização de 37,7% desde o início do ano. Neste mesmo período, o Ibovespa apresentou crescimento de 24,3%.





Indicadores fundamentalistas
A ação vem se valorizando 4,92% nos últimos trinta dias, sendo o valor do patrimônio líquido divido pelo número total de ações em R$ 12,42, ou seja, isso significa que os investidores estão dispostos a pagar mais pelo valor do patrimônio liquido da empresa, devido ao último resultado trimestral que gerou um lucro liquido de R$ 1.778 milhões. A BR MALLS tem o seu Div. Yield em 0,4% por ação ordinária. Além disso, no curto prazo a referida empresa está em ascenção de crescimento com suas ações tendo se valorizado 23,23% em 2017.


 

ANALISE TÉCNICA

Na análise gráfica, a ação segue em tendência de alta, acima das médias móveis de 8 e 20 períodos, acima do indicador ParabolicSAR e HiLo.
Nosso preço alvo fica em R$ 13,70, e o preço do stop loss fica próximo da média móvel de 20 períodos, em R$ 12,57.



ANÁLISE PROBABILISTA

Na análise de probabilidades, o ativo tem 90% de chance de terminar a semana em alta, conforme o resultado das simulações dos preços, descrito na tabela abaixo:


DETALHES DA CARTEIRA


Data Prevista: 09/02/2018

Com essa carteira o investidor poderá alcançar uma valorização estimada em 6,11% durante a semana*.

Como funciona

O investidor deve comprar o papel das referidas ações, próximo ou abaixo do preço de compra sugerido, com a exposição proposta na coluna "Exposição Capital", referente ao capital total investido, manter a posição durante o período e definir a venda no preço alvo (stop gain) com data de expiração conforme a "Data Prevista", auferindo assim, a rentabilidade prevista no período.

IMPORTANTE

Essa carteira tem o perfil mais agressivo, por tanto para os investidores que diversifica sua estratégia com os demais relatórios, recomendamos alocar 20% do capital total investido distribuído conforme a exposição de capital proposta, para que possas alcançar o resultado estimado. Com relação ao risco máximo, está mitigado pela composição das ações que compõem a carteira, sendo que no pior cenário da bolsa, o risco máximo estará limitado pelo stop loss de cada ativo.



Atenciosamente,
David Sousa 
El Investment
* O conteúdo visa informar sobre possibilidades de lucro financeiro na forma de estratégias de investimentos, eximindo-se a El Investment de qualquer responsabilidade sobre eventuais prejuízos do cliente em decorrência da tomada de decisão deste. Embora forneça recomendações pontuais de investimento, fundamentadas pela avaliação criteriosa de análise, não se pode antecipar o comportamento dos mercados com exatidão. Padrões, histórico e análise de retornos passados não garantem rentabilidade futura. Todo investimento financeiro, em maior ou menor grau, embute riscos que podem ser mitigados mas não eliminados.


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Oleh

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